Uma pesquisa realizada na Austrália, no Royal Perth Hospital que foi apresentado no 44° Congresso Europeu (EASL) demonstra mais uma vez a importância do diagnostico precoce da hepatite C e como, a menor grau de fibrose, a possibilidade de cura aumenta consideravelmente.
O estudo era destinado a avaliar a segurança da utilização do interferon peguilado alfa 2-a, PEGASYS em regime de indução, com aplicação de duas ampolas por semana, e comparar com pacientes incluídos num segundo grupo que recebeu o tratamento tradicional com uma ampola de PEGASYS por semana. Todos os pacientes se encontravam infectados com o genótipo 1 da hepatite C e receberam ribavirina em dosagens de 1.000 até 1.200 mg/dia em tratamento de 48 semanas.
O total de pacientes incluídos na pesquisa foi de 641, significativo em relação à qualidade dos resultados. No grupo existima 127 pacientes (20,3%) que apresentavam idade media de 49 anos e fibrose hepática avançada ou cirrose (F3 e F4), os restantes pacientes apresentavam idade media de 43 anos e graus de fibrose inexistente (F0), leve (F1) ou moderada (F3).
Após seis meses o final do tratamento a resposta sustentada, considerada a cura da hepatite C foi à seguinte:
- Pacientes com grau de fibrose F3 ou F4 que receberam o tratamento tradicional de uma ampola de PEGASYS por semana e ribavirina conseguiram 24% de resposta sustentada;
- Pacientes com grau de fibrose F3 ou F4 que receberam o tratamento de indução com duas ampolas de PEGASYS por semana e ribavirina conseguiram 28% de resposta sustentada;
- Pacientes com grau de fibrose F0, F1 ou F2 que receberam o tratamento tradicional de uma ampola de PEGASYS por semana e ribavirina conseguiram 55% de resposta sustentada;
- Pacientes com grau de fibrose F0, F1 ou F2 que receberam o tratamento de indução com duas ampolas de PEGASYS por semana e ribavirina conseguiram 58% de resposta sustentada.
Os pacientes com fibrose F3 e F4 apresentaram maiores efeitos colaterais durante o tratamento que os pacientes F1, F2 ou F3, mas o percentual que por efeitos adversos tiveram que interromper o tratamento foi similar em todos os níveis de fibroses.
Concluem os pesquisadores que não existe diferença significativa no tratamento de indução com o tratamento tradicional, mas que o grau de fibrose e fator muito importante na possibilidade de cura dos pacientes.
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