Quarta-Feira - 02/09/2015
   
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COMO É TRANSMITIDA A HEPATITE C – PREVENÇÃO

A transmissão da infecção acontece pelo sangue, se

ja por transfusões, contato direto ou compartilhamento de seringas. A transmissão sexual ainda não está comprovada. Porém, se no momento do ato sexual existir contato com sangue devido a pequenos ferimentos em ambos os parceiros, o contágio é provável. Use sempre a camisinha como prevenção. Evite o sexo violento ou o sexo anal, pois é comum ocorrerem pequenas feridas durante o ato. Recente estudo de casais heterossexuais, nos quais um dos parceiros estava infectado pela hepatite C, mostrou uma incidência de transmissão inferior a 0,6% ao ano. O vírus pode ser transmitido da mãe para o filho, ao que parece, se no momento do parto existir contato do sangue da mãe com o sangue do filho (somente 5% das crianças filhas de portadoras nascem com o vírus). Existem casos isolados de transmissão dentro do próprio lar. Instrumentos como escovas de dentes, alicates de unhas ou de cutículas e aparelhos de barbear não devem ser compartilhados, pois podem transmitir o vírus. Instrumentos dentários devem ser esterilizados e desinfectados. Se você precisar receber sangue, exija o teste da hepatite C. Como é transmitido o vírus ? Grande parte da população infectada com hepatite C contraiu o vírus numa transfusão de sangue ou recebendo um produto derivado de sangue, ou compartilhando agulhas com usuários de droga que eram infectados com hepatite C. Antes de 1990, não havia como testar o sangue à procura do vírus da hepatite C. Graças ao teste Anti-HCV, que usa métodos sensíveis modernos, o risco de se adquirir hepatite C numa transfusão de sangue é agora de menos de 0,001%. Outros segmentos expostos à hepatite C são os trabalhadores dos serviços médicos e de laboratórios de exames, que podem ser infectados acidentalmente; as pessoas que fizeram tratamentos médicos e odontológicos invasivos; os pacientes submetidos a hemodiálises; as pessoas que perfuraram o corpo para colocar piercings, fizeram acupuntura com agulhas usadas ou as que compartilharam navalhas, escovas de dente, cortadores de unha, e; as pessoas em que se fizeram tatuagens ou que trataram as mãos e os pés com manicures, usando equipamento não-esterilizado corretamente. As mães infectadas podem passar o vírus ao feto no útero mas isto acontece em menos 5% dos casos. Quarenta por cento de todos os casos de hepatite C foram contraídos por meios desconhecidos, por pessoas que não se enquadram em nenhuma categoria de risco atual. O que significa que todos correm o risco de contrair hepatite C. Que possibilidades tenho de estar contaminado ? Muitas pessoas contaminadas há muito tempo podem não sentir sintomas de nenhum tipo. Se você suspeitar de alguma possibilidade de ter sofrido contágio, consulte o seu médico e faça um exame de sangue chamado de Anti-HCV. O sintoma mais comum na maioria dos infectados é a fadiga. É possível prevenir a hepatite C? Freqüentemente me perguntam se a hepatite C é uma epidemia em crescimento, se existem muitos novos infectados. Afortunadamente, podemos comprovar que a maioria das modalidades de infecção, nas últimas décadas, já se encontra relativamente controlada. Desde 1992, muitos países vêm realizando testes no sangue utilizado nas transfusões, como também nos fatores sanguíneos retirados do sangue. Desde a década de 1980, foram extintas as seringas de injeção de vidro – todas as seringas e agulhas de injeção hoje são descartáveis – e as pistolas de vacinação foram aposentadas, e isso, é óbvio, contribuiu enormemente para a diminuição da incidência de contaminações. No entanto, ainda se observam algumas modalidades de contaminação muito preocupantes. Atualmente, dois terços de todos os casos novos de infecção pela hepatite C são atribuídos ao uso de drogas injetáveis ou aspiradas (neste caso, através dos canudos de aspiração, que podem ferir as fossas nasais, ou serem contaminados por sangramentos, nessas mesmas fossas nasais, muito comuns em usuários de cocaína), transmitidas ao se compartilharem seringas, agulhas ou alguns dos utensílios utilizados para este fim, devido ao prolongado tempo de vida do vírus fora do organismo. Entre os usuários de drogas injetáveis, a transmissão da hepatite C ocorre no momento da aplicação da droga. Por este motivo, a prevalência da hepatite C neste grupo é muito alta, estimando-se em 90% nos Estados Unidos. Os índices de infecção nos adolescentes usuários de drogas injetáveis são de quatro a dez vezes superiores aos índices de infecção pelo HIV/AIDS. A Proposta de Consenso da Hepatite C, realizada do mês de junho de 2002 pelo Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos, indica, conforme a ordem de importância, as seguintes formas de contaminação: A transmissão da hepatite C acontece principalmente por exposição a sangue infectado. Esta exposição acontece: 1. pelo uso de drogas injetáveis; 2. por transfusão de sangue não-testada; 3. nos transplantes de órgãos sólidos provenientes de doadores infectados, situação hoje difícil de acontecer; 4. pela realização de práticas médicas inseguras; 5. pela exposição profissional ao sangue infectado; 6. durante o parto, nos nascimentos de mães infectadas; 7. em pessoas com múltiplos parceiros sexuais e práticas sexuais de alto risco. Como deveria ser a prevenção da hepatite C? Como a transmissão da hepatite C ocorre mais facilmente por meio de seringas, agulhas e canudos, utilizados pelos usuários de drogas injetáveis ou aspiradas, a distribuição de utensílios descartáveis deveria ser um dos maiores focos de prevenção neste grupo. A hepatite C é prevalente em usuários de drogas e se transmite facilmente devido ao prolongado tempo de vida do vírus, sendo assim difícil de ser prevenida. É possível que a transmissão aconteça de várias formas: compartilhando seringas e agulhas, ou até a água para lavar os utensílios; compartilhando os utensílios que se utilizam para injetar as drogas, como os canudos, cotonetes, torniquetes ou o algodão; quando o usuário se fura acidentalmente, ou ao receber a seringa de outra pessoa. Os programas de prevenção necessitam considerar todas estas atividades como possíveis riscos. Na ausência de uma vacina para hepatite C, a prevenção consiste em evitar a exposição ao sangue contaminado. Programas de informação são essenciais, divulgando os cuidados necessários com materiais que possam conter sangue contaminado, como alicates de unha, lâminas, barbeadores, escovas de dente, agulhas e seringas compartilhadas e materiais cirúrgicos. O que é necessário fazer? Para entender os métodos de transmissão da hepatite C, é necessário um maior conhecimento do que acontece nos hábitos culturais de cada região e dentro de cada grupo de risco. Alguns países costumam compartilhar a escova de dentes, outros compartilham os aparelhos de barbear ou de manicura. Também é necessário ter um melhor conhecimento da história natural da hepatite C, pois a maioria dos estudos realizados enfoca pessoas que já estão com a doença, a maioria detectadas ao doar sangue ou por sintomas de dano hepático considerável, sem levar em conta que a grande maioria dos portadores ainda não foi detectada, não sabe que está infectada e nem sequer recebe atenção médica. A hepatite C tem uma alta prevalência em todo o mundo, sendo facilmente transmissível por via sanguínea. Mas, a maioria das pessoas provavelmente infectadas com a hepatite C não é identificada porque não realiza o teste. A melhor campanha de prevenção seria inicialmente detectar os infectados, pois estes, sabendo da sua condição, evitariam a possível transmissão. Testar toda a população seria economicamente inviável, porém os grupos de maior risco de infecção deveriam receber a indicação para fazer o teste gratuitamente. Os bancos de sangue e os hospitais deveriam enviar notificações, chamando para fazer o teste toda pessoa que recebeu uma transfusão de sangue antes de 1993. Os governos devem disponibilizar recursos no orçamento para enfrentar o problema. Os mesmos recursos e esforços destinados aos programas de prevenção do HIV/AIDS e das doenças sexualmente transmissíveis deveriam cobrir também a prevenção da hepatite C, sendo que estes programas podem e devem trabalhar com metas comuns, ou seja, os programas de prevenção do HIV/AIDS devem incorporar a prevenção da hepatite C, incluindo informação, testes de detecção e a vacinação contra as hepatites A e B de todos os infetados com a hepatite C. Acredito que deve ser dada prioridade urgentíssima à detecção dos portadores. Com isso, impediríamos a evolução para danos hepáticos irreparáveis nestes indivíduos, ficando óbvio, insisto, que estes portadores, cientes da sua condição, evitariam contaminar outras pessoas, ajudando nas formas de prevenção. O custo econômico e social representado pela evolução para a cirrose dos atuais contaminados, na próxima década, não pode ser ignorado. A hepatite C pode ser uma doença silenciosa, assintomática, porém não podemos ficar cegos, surdos ou mudos, no papel de simples espectadores do problema. Senão, todos seremos coniventes com um dos maiores genocídios da história da saúde pública. Campanhas de prevenção são necessárias. E muitas vezes foram discutidas e prometidas pelo Ministério da Saúde, porém nunca foram realizadas. Campanhas de detecção nos grupos de maior prevalência sequer foram cogitadas. Quem deve ser testado para hepatite C ? Para determinar que indivíduos, entre os recebidos pelo atendimento primário, geralmente realizado nos postos de saúde, deveriam, ou não, ser testados para hepatite C, é preciso que seja distribuído material informativo, já que estes clínicos e paramédicos alocados na triagem não são especialistas no assunto. Este material pode ser um simples cartaz, como o que está abaixo, que serve de base a médicos e profissionais de saúde não-especializados nem familiarizados com a hepatite C, evitando desta forma o gasto desnecessário com testes em grupos populacionais onde não existem riscos de contaminação. INDICAÇÕES PARA TESTAR A INFECÇÃO PELA HEPATITE C, EM PACIENTES DE ACORDO COM O NÍVEL DE RISCO 1- PACIENTES DE MAIOR RISCO, E QUE DEVEM REALIZAR O TESTE : ? usuários de drogas injetáveis, inclusive aqueles que o fizeram só uma vez em qualquer época da vida; ? pessoas que receberam fatores sanguíneos antes de 1993; ? pessoas que receberam transfusão de sangue ou transplantes de órgãos antes de 1993; ? pessoas em hemodiálise; ? pessoas que apresentem dois resultados de transaminases anormais, ou que apresentem qualquer outra evidência de dano hepático; ? profissionais da área da saúde após acidente biológico ou exposição percutânea ou nas mucosas com sangue contaminado; ? filhos de mães contaminadas; ? HIV positivos. 2- O TESTE DEVE SER CONSIDERADO OU AVALIADO NOS GRUPOS DE RISCO INDEFINIDO: ? pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou histórico de doenças sexualmente transmissíveis; ? parceiros sexuais, por longo tempo, de infectados com hepatite C; ? usuários de cocaína inalada; ? pessoas com tatuagens ou piercings no corpo (brincos ou piercings no lóbulo da orelha não é considerado risco); ? transplantados que receberam tecidos, como córneas, pele, esperma ou óvulos. 3 – O TESTE NÃO E NECESSÁRIO NOS GRUPOS DE BAIXO RISCO: ? profissionais da saúde sem evidências de exposição acidental; ? companheiros ou familiares (sem contato sexual) de portadores de hepatite C; ? mulheres grávidas; ? população em geral. ATENÇÃO: ? O teste deve ser oferecido às pessoas com possibilidade de infecção. Para identificar esses indivíduos, todos os pacientes devem ser questionados durante a entrevista prévia sobre os fatores de risco. ? Os médicos devem considerar a possibilidade de fazer o teste, a partir de uma avaliação individual, pois pacientes que relatam fatores de risco de exposição ao vírus da hepatite C são de grupos muito indefinidos. ? As pessoas com possibilidades de exposição ao vírus da hepatite devem ser informadas sobre a disponibilidade do teste para detecção do vírus. E fácil o contágio da hepatite C ? Não, porque a hepatite C não é transmitida por: ? abraços, ? alimentação materna (amamentação), ? beijos, ? comida ou água, ? contato casual, ? espirros, ? por compartilhar copos, garfos, facas, pratos etc., ? suor, ? tosse, ? urina ou fezes. O contágio sexual é raro nos casais monogâmicos, sem ferimentos na região genital. A existência de outras doenças sexualmente transmissíveis poderá transmitir conjuntamente a hepatite C. Lembre que o contágio somente acontece no contato com sangue contaminado, sendo necessário que ele penetre na corrente sanguínea da outra pessoa. Posso pegar hepatite C ao fazer sexo? Entre os contaminados com hepatite C, somente em 7% dos casos o parceiro sexual também está contaminado. Isso demonstra ser muito baixo o índice de transmissão sexual. Um amplo estudo coordenado pelo CDC, Centro de Controle de Doenças do governo dos Estados Unidos, encontrou a hepatite C entre 1,8 e 2% da população em geral. Nos fatores em que o sexo poderia ser um dos contaminadores, foi observado que em somente 3% dos casos o parceiro de um portador se encontrava contaminado, sendo que em muitos casos por um genótipo diferente do vírus, o que exclui a contaminação pelo parceiro infectado. A hepatite C foi encontrada em 4% dos homossexuais masculinos. Entre pessoas com múltiplos parceiros sexuais, foi observado que aqueles que tiveram entre dois e nove parceiros sexuais na sua vida, a hepatite C se encontrava na média da população, de 2%; já entre os que tiveram entre 10 e 49 parceiros sexuais, a incidência encontrada foi de 3%, e nas pessoas com comportamento sexual de risco, com mais de 49 relacionamentos sexuais na sua vida, o índice encontrado foi de 9%. Devemos observar que nas pessoas com múltiplos parceiros sexuais, existem chances de contaminação por muitas outras doenças sexualmente transmissíveis, as quais podem “levar” junto a hepatite C. Apesar disso, para evitar ser contaminado com a hepatite C, AIDS, hepatite B, gonorréia, clamídia, sífilis e muitas outras doenças sexualmente transmissíveis e atualmente em franca expansão, use sempre a camisinha. É a melhor das prevenções. Tatuagens transmitem a hepatite C Uma pessoa tatuada possui nove vezes mais possibilidades de estar contaminada com a hepatite C do que uma pessoa sem tatuagens. Aqueles que possuem várias tatuagens ou áreas muitos grandes tatuadas têm maior risco de estar contaminados pela hepatite C. Estudos comprovam que os que têm tatuagens com profusão da cor vermelha, amarela, laranja ou branca apresentam maior incidência de hepatite C do que aqueles que só possuem tatuagens pretas. Geralmente, as tatuagens com muitas cores são feitas por profissionais clandestinos, não-regulamentados, que não seguem as regras de segurança recomendadas. Durante a tatuagem, a hepatite C pode ser transmitida pelo uso das agulhas, compartilhadas por diferentes pacientes, pela falta de higiene na sala e nos equipamentos do profissional, ou ainda pela contaminação das tintas, já que o vírus da hepatite C é altamente resistente, podendo sobreviver até três dias fora do organismo, em qualquer objeto contaminado. Estudos ¾ se bem que limitados ¾ encontraram o vírus da hepatite C na tinta para tatuagem, carregada pelo instrumento utilizado. Apesar da troca da agulha, o vírus que permanece na tinta por até três dias poderá contaminar o próximo cliente a ser tatuado. É recomendável que, a cada novo cliente, o profissional separe uma pequena quantidade de tinta, tal qual uma paleta de pintor, e no final do atendimento os restos sejam descartados. A tinta que sobrou nunca deve ser reaproveitada ou recolocada no frasco. Para uma tatuagem totalmente segura, o cliente pode levar sua própria tinta e exigir o uso de agulhas descartáveis. Como acontece o contágio nos usuários de drogas O vírus da hepatite C é altamente resistente, tanto que não é eliminado pela acidez das drogas, permanecendo ativo por muito tempo. O vírus foi encontrado em recipientes usados por drogados em heroína, que apesar de não compartilharem as seringas, fazem uso da mesma colher para esquentar a droga ¾ e é este objeto, então, que transmite o vírus. Entre os usuários de cocaína injetável, o vírus foi encontrado na água destilada usada para lavar as seringas, muita vezes compartilhadas, apesar de cada usuário ter sua própria seringa. Dois terços dos novos contaminados pela hepatite C são usuários de drogas. Entre os usuários de drogas injetáveis, logo no primeiro ano de uso, 79% deles se contaminam com a hepatite C. No caso de drogas inaladas, em que é comum a utilização do mesmo canudo, a acidez da cocaína não mata o vírus da hepatite C e, como geralmente existem feridas nas narinas, a contaminação é altamente provável. É possível o contágio no consultório dentário? Em geral, é de se supor que todos os profissionais da área odontológica sigam as normas e recomendações dos conselhos de odontologia, sob as quais o contágio de qualquer doença torna-se bastante improvável, incluindo-se aí o tratamento dentário. É de se supor também que todos os instrumentos, inclusive a base do micromotor, sejam esterilizados em autoclave para cada novo paciente. Porém, um dos fatores de contaminação pode estar na asa do foco de luz, já que constantemente o profissional redireciona o foco de luz, com as luvas impregnadas pela saliva dos pacientes sem usar um protetor descartável na asa do aparelho. Exija de seu dentista o uso de um protetor descartável na asa do foco de luz, podendo ser um simples filtro plástico, daquele utilizado para embrulhar alimentos, trocado a cada novo paciente. Aparelhos de barbear e os de manicure ou pedicure são perigosos ? É possível que escovas de dente, navalhas, cortadores de unha, pinças e artigos de uso pessoal semelhantes possam contaminar, se tiveram entrado em contato com sangue infectado. Assim, não é recomendado compartilhar estes artigos . Assim como cada pessoa tem a sua escova de dentes, é muito importante que tenha os seus próprios aparelhos de manicure e que não os compartilhe com ninguém. Hemodiálise contagia ? A hepatite C é uma infecção bastante comum em unidades de hemodiálise. Estudos americanos indicam uma incidência de contaminação que varia, conforme a clínica, de ZERO a 67% em pacientes de diálise sem uma história de transfusão de sangue. Uma taxa consideravelmente mais alta do que a observada na população em geral. O maior fator de contaminação é devido ao descaso dos operadores das máquinas. Em muitos casos, nem sequer as luvas são trocadas entre um e outro paciente. Modos altamente especulativos de transmissão da hepatite C Os seguintes meios de transmissão são considerados altamentes especulativos porque, em qualquer dos três tópicos abaixo, nenhum estudo foi conclusivo. Ou seja, não há razão científica para acreditar que sejam modos de transmissão. Mas, repetimos, não há nenhum estudo conclusivo a ponto de podermos ignorar essas possibilidades. Lágrimas, saliva, urina e outros fluidos de corpo podem contaminar ? Os fluidos corporais dos pacientes com hepatite C com alta carga viral, ao serem analisados pelo método RNA-PCR, podem detectar, em alguns poucos portadores, o genoma na saliva ou amostra de sêmen. Estes achados sugerem que fluidos do corpo de pacientes com hepatite C raramente contenham o vírus. Porém, não existe comprovação da ocorrência da transmissão desta doença através de contato físico ou íntimo, quando se trata de fluidos corporais. A saliva, durante o beijo ou em algum utensílio, o suor, as lágrimas, o sêmen, a urina ou ainda as fezes não transmitem a hepatite C. Um arranhão do gato pode contaminar ? É desconhecido se a hepatite C pode ser transmitida pelas unhas dos gatos, se acontecer de o gato arranhar uma pessoa infectada e imediatamente arranhar outra. Não existem relatos; porém a unha contendo sangue infectado poderia eventualmente transmitir a doença. Mosquitos contaminam ? Pesquisadores afirmam que a hepatite C não é transmitida por mosquitos. Há duas situações em que mosquitos podem transmitir doenças a humanos. A primeira é transmissão mecânica, na qual uma quantidade pequena de sangue pode estar presente no bico do mosquito que se está alimentando. Este tipo de transmissão não foi confirmada em nenhum caso com doenças como HCV, HBV, ou HIV. A segunda situação é chamada de transmissão biológica. Estudos mostram que mosquitos podem carregar o vírus no intestino mediano, mas uma vez lá o vírus morre e é digerido da mesma maneira que nós digerimos comida, eliminando o vírus pela digestão ácida. Carrapatos contaminam ? Há dúvidas sobre a possível contaminação por um carrapato que possa ter sugado sangue de uma pessoa contaminada e logo a seguir sugue sangue de um indivíduo sadio. Não existem estudos apresentados a respeito. Procedimentos médicos alternativos são perigosos ? Alguns casos de contaminação podem estar relacionados com o uso de agulhas mal esterilizadas, como também medicamentos populares e práticas culturais que perfuram a pele. Procedimentos médicos alternativos que envolvem invasão do corpo, particularmente se executados em instalações inadequadas, ou envolvendo sangue (como a ozônio-terapia do sangue) podem transmitir a hepatite C. Durante quanto tempo uma pessoa pode contaminar ? Algumas pessoas levam o vírus na circulação sangüínea durante toda a vida e podem permanecer como agentes de contágio por anos. Todo portador de hepatite C, tenha ou não os sintomas, pode transmitir a infecção a outros. A facilidade de transmitir o vírus esta diretamente relacionada à quantidade de vírus no sangue do portador. A saliva ou o beijo transmite o vírus ? Não, a saliva não transmite a hepatite C. O leite materno transmite o vírus ? Não, a mãe pode amamentar o filho sem problemas, desde que não tenha ferimentos nos mamilos. É possível adquirir hepatite mais de uma vez ? Uma vez que você se recupere completamente das hepatites A ou B, não poderá contrair outra hepatite A ou B, embora em algumas pessoas a condição torne-se crônica e possa durar a vida inteira. Existem cinco vírus diferentes que causam hepatite e você pode contaminar-se, novamente, com um vírus diferente (entretanto não com a D, se você é imune à B). Ficar infectado ao mesmo tempo com B e C é muito perigoso, pois pode resultar num caso muito mais severo. Uma pessoa recuperada de um caso de hepatite viral também poderá desenvolver novamente hepatite devido a outras causas, como álcool ou drogas. Se você teve hepatite C e negativou o vírus, pode ser infectado novamente com a hepatite C. Isso porque há muitos genótipos diferentes de hepatite C e porque o vírus transforma-se muito rapidamente. Não se desenvolve imunidade natural para a hepatite C. Existe perigo de contaminação dentro do lar ? A transmissão doméstica de hepatite C é rara. Pode acontecer com o contato de sangue-para-sangue. Ou seja, quando o sangue de alguém entra em contato com o de outra pessoa que tenha um corte ou ferida abertos, ou compartilhando aparelhos de barbear, escovas de dente, ou ajudando pessoas acidentadas. É aconselhável lavar imediatamente com água corrente derramamentos de sangue e, se possível, desinfetar o local com água sanitária. Também é aconselhável manter navalhas e escovas de dente separadas das de seus familiares. É necessário vacinar-se contra as hepatites A e B ? Se você não possui anticorpos destes vírus, é necessário vacinar-se o quanto antes. O fato de você já estar com o fígado danificado pela hepatite C aumenta os perigos de você vir a contrair uma outra hepatite e ter um dano hepático agravado, provavelmente fulminante. Posso tomar vacina para evitar a hepatite C ? Não existe vacina contra a hepatite C. A melhor vacina é a prevenção e os cuidados gerais. O que faço para não contaminar outras pessoas ? Se você é portador de hepatite C: ? Não doe órgãos, sangue, esperma ou tecidos (escreva isto nos seus documentos); ? Não compartilhe seus artigos de uso pessoal; ? Cubra imediatamente qualquer ferida que possa ter; ? Use camisinha no ato sexual; ? Tenha cuidados com o sangue da menstruação. É possível a transferência do vírus durante o parto ? Por ser pequena a incidência, os médicos não estão muito preocupados sobre a transmissão da hepatite C durante o parto, e muitas mulheres positivas deram à luz crianças que eram negativas ao vírus da hepatite C. A probabilidade de transmissão pelo leite materno também é muito pequena, para as portadoras de hepatite C. Médicos não desaconselham amamentar. A transmissão neonatal entre mulheres infectadas com a hepatite C foi informada em 5% dos nascimentos, mas pode chegar a 25%, se a mãe também for positiva de HIV. Os recém-nascidos apresentam anticorpos no nascimento, mas a maioria fica livre do vírus antes dos 18 meses. Este não é o caso se a transmissão é simultânea com HIV ou a hepatite B. É provável, porém ainda não confirmado, que no parto normal as chances de contaminação sejam um pouco superiores do que nos partos por cesárea. A transmissão da mãe para o bebê pode ser aumentada se a mãe tiver altos índices de vírus no sangue. Nesta circunstância, calcularam os investigadores japoneses que o risco de transmissão pode ser de aproximadamente 10%. Recentes avanços tecnológicos conduziram, principalmente, ao desenvolvimento de vários tipos de procedimentos no feto para o diagnóstico e administração de desordens fetais. Há um risco pequeno mas possível de transmissão de infecções virais maternas, com os vírus HIV, hepatite B e C, cytomegalovírus e herpes durante procedimentos invasivos no feto. Como limpar sangue derramado ? Use um alvejante (água sanitária) durante uns 30 minutos. Não há nenhuma prova de que isto elimine tudo, mas você não pode colocar o seu mundo dentro de uma autoclave. Também há desinfetantes químicos que contêm fenóis e outros ingredientes muito caros, mas para uso em casa a água sanitária é o melhor que temos. Água sanitária pode ser muita corrosiva em algumas superfícies, assim, tenha cuidado ao usá-la. Portadores de hepatite C podem ser doadores de órgãos ou de sangue ? Lamentavelmente, os portadores de hepatite C não podem ser doadores de órgãos (somente para outros portadores de hepatite C)ou sangue. Escreva este aviso nos seus documentos.

Fonte: www.hepato.com

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