Quarta-Feira - 02/09/2015
   
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TRANSPLANTE DE FÍGADO COM DOADOR VIVO

 

Transplante de fígado com doador vivo

 

Poderá ser realizado através da doação em vida de parte do órgão: (metade direita - cerca de 50 a 60%) para um também adulto com grupo sanguíneo compatível.
O transplante de fígado com doador vivo é um recurso que pode potencialmente salvar a vida de pacientes que têm pouca chance de sobreviver em razão da crítica carência de doadores cadáveres. Esta modalidade de transplante tem sido utilizada com sucesso em vários centros do mundo.
No transplante intervivos, parte do fígado de um doador vivo e sadio é retirada para implantação no paciente. O doador de parte do fígado é usualmente selecionado entre parentes próximos e pessoas relacionadas.
Em uma primeira etapa, o potencial doador é submetido a avaliações clínicas iniciais para verificar a possibilidade de doação.
O transplante hepático é a única possibilidade de cura completa e reabilitação para doentes com afecções do tipo da que acomete os receptores. Os resultados de sobrevida e qualidade de vida após o transplante são, em geral, excelentes. Entretanto, o transplante é um procedimento cirúrgico complexo, implicando riscos, inclusive com a possibilidade de óbito.
Assim, apesar dos excelentes resultados, complicações ocorrem freqüentemente no período pós-operatório, algumas com mais gravidade, outras sem maiores repercussões sobre o paciente. Podem ocorrer hemorragias, infecções, hipertensão arterial, perfurações intestinais, insuficiência renal, tromboses arterial e venosa, vazamentos biliares, estreitamento dos canais biliares, derrame cerebral, não funcionamento imediato do fígado implantado e episódios de rejeição.
A maioria das complicações ocorre nas primeiras semanas após o transplante. Em algumas situações (menos de 10 a 15%), há necessidade de retransplante.
As principais causas de retransplante são: não funcionamento primário do fígado transplantado, tromboses vasculares e rejeição intratável pelas medidas convencionais.
O paciente (receptor) permanece internado por cerca de 2 semanas após a realização de transplante. Entretanto esse período pode ser prolongado em virtude de complicações no pós-operatório.
Apesar da magnitude do procedimento e da possibilidade de complicações, o período pós-operatório não é acompanhado de dor intensa ou de desconfortos exagerados. Em certas situações, principalmente quando há aparecimento de complicações, o paciente poderá receber analgésicos e sedativos, para controlar a dor ou aliviar algum desconforto. Os médicos e enfermeiras responsáveis pelos cuidados diretos do paciente estarão atentos para este fato.
Benefícios e vantagens do transplante intervivos
Quando se realiza um transplante com doador vivo, obtém-se um índice de sobrevida semelhante ao obtido quando se utiliza um enxerto hepático proveniente de doador cadáver. Existem algumas vantagens do transplante com doador vivo:
 A cirurgia é planejada, isto é, não é realizada em situações de urgência;
 É possível realizar o transplante antes que haja uma deterioração significativa da condição clínica do paciente;
 A incidência de não funcionamento imediato do enxerto é menor quando o órgão é proveniente de doador vivo.
A parte do fígado que é colocada no paciente apresenta extraordinária capacidade de crescer, isto é, adquire volume e peso adequados ao tamanho e às necessidades do receptor. O enxerto rapidamente cresce, adquirindo tamanho semelhante a um fígado inteiro.
Possibilidade de outras formas de tratamento
Além do transplante, não há qualquer outra forma de tratamento eficiente disponível que possa tratar a doença do receptor.
Avaliação pré-operatória do candidato a doador
Somente pessoas absolutamente sadias poderão submeter-se a cirurgia de doação de parte do fígado para transplante.
As avaliações para a cirurgia são realizadas em diferentes fases:
consulta médica e exames de sangue, avaliação cardiológica, prova de função pulmonar, psiquiátrica, psicológica, imunohematológica e vacinação da hepatite B, ressonância magnética, angiorressonância, colangiorressonância (exames radiológicos), e biópsia do fígado (se necessário).
A solicitação dos exames será feita de forma seqüencial (em fases), reservando-se para o fim, os exames mais complexos e não desprovidos de risco. Caso qualquer anormalidade seja detectada, o candidato será comunicado e orientado a procurar um serviço médico apropriado.
Considerando que os exames das fases 3 e 4 podem causar desconforto e até algumas complicações, esses exames somente serão realizados após avaliação médica de todos os exames solicitados anteriormente.
O objetivo dessa avaliação é verificar se o candidato a doação de parte do fígado não apresenta qualquer condição médica que aumente o risco de complicações durante e após a cirurgia. Além disso, esta avaliação permite a análise das características anatômicas que podem facilitar ou inviabilizar o transplante.
A ressonância magnética, angiorressonância e colangiorressonância são exames que reproduzem imagens de toda a anatomia humana da região do abdome. É totalmente indolor, porém é um pouco demorado.


Cirurgia do doador vivo
A cirurgia de retirada do enxerto é uma cirurgia de grande porte. A experiência acumulada com a cirurgia do fígado e o desenvolvimento tecnológico da medicina permitiram diminuir ao máximo o risco de tal procedimento. Entretanto, apesar de uma avaliação médica pré-operatória rigorosa, não é possível afastar a possibilidade de complicações ou mesmo a ocorrência de óbitos relacionados a este procedimento. O risco de complicações associadas à cirurgia de retirada de parte do fígado é pequeno.
 

Estas complicações são, geralmente, de pequena repercussão clínica e determinam seqüelas infrequentemente. O risco estimado de óbito é menor que 0,5%.
A cirurgia para retirada do lobo direito do fígado é denominada hepatectomia direita. O fígado apresenta intensa capacidade regenerativa e já após 4 a 8 semanas terá readquirido seu tamanho original. Antes que isso aconteça, o fígado remanescente é absolutamente capaz de desempenhar as funções hepáticas necessárias a uma vida normal.
A hepatectomia pode acompanhar-se de perdas sangüíneas. Geralmente essas perdas são pequenas, não havendo necessidade de transfusões. Como medida de segurança, o próprio sangue do doador será coletado algumas semanas antes da cirurgia, de forma a permitir, se necessário, que o doador seja auto-transfundido durante a cirurgia. Em situações especiais, pode haver necessidade de transfusão com sangue proveniente do banco de sangue.
A retirada de parte do fígado é realizado sob anestesia geral. Após a anestesia, são colocados cateteres numa artéria do punho e outros (um ou dois) numa veia do pescoço ou da região abaixo da clavícula. Estes procedimentos permitem adequado controle durante toda a operação e administração de líquidos e medicamentos. A cirurgia demora em torno de 8 horas. A cirurgia consiste em uma incisão abdominal abaixo das costelas, a retirada de parte do lobo esquerdo do fígado, a retirada da vesícula biliar, a drenagem da cavidade abdominal (esta, realizada esporadicamente) e o fechamento da parede. Os drenos, se utilizados, são retirados poucos dias após a cirurgia.
Os riscos que o doador vivo corre ao submeter-se à cirurgia de doação de parte de seu fígado são motivos de preocupação e reflexão por parte de todos os envolvidos.
Ainda que incomuns, as principais complicações associadas a este tipo de procedimento são a infecção na incisão cirúrgica e o vazamento de bile na superfície de corte do fígado. Esta última pode determinar o desenvolvimento de complicações infecciosas dentro da cavidade abdominal. Dependendo do tipo e da magnitude da complicação, podem ser necessários outros procedimentos médicos ou cirúrgicos, incluindo re-operações, para tratá-los adequadamente. Este fato é extremamente incomum.
O desconforto e a dor pós-operatória podem ser minimizados através de vários recursos terapêuticos disponíveis. O doador permanece cerca de 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, a seguir, é encaminhado ao quarto permanecendo internado geralmente por aproximadamente 4 dias.
Enquanto o intestino não estiver funcionando adequadamente, uma sonda será mantida no estômago para evitar vômitos. Normalmente, após 12 a 24 horas, já é possível iniciar a alimentação por via oral. No dia seguinte à cirurgia, o doador será capaz de andar. No período pós-operatório, o doador será submetido a avaliações laboratoriais e radiológicas ou de acordo com necessidades particulares. Após a alta hospitalar, o doador será acompanhado pelos médicos do grupo de transplante, devendo retornar regularmente ao setor de ambulatório para avaliações médicas de rotina.
Este documento procurou fazê-lo compreender adequadamente as possíveis vantagens para o receptor do transplante intervivos e os riscos associados aos métodos de avaliação do candidato à cirurgia de doação de parte do fígado, assim como os riscos associados ao procedimento cirúrgico propriamente dito.
É importante salientar que durante sua avaliação como potencial doador, independente da fase que você se encontre, fica a critério da equipe médica sua exclusão como doador.
Termos Necessários na Avaliação Do Doador e Receptor Relacionados para Transplante Intervivos
 Termos de consentimento doador
 Termo de consentimento do receptor
 Declaração de parentesco
 Documentos comprobatórios de parentesco
 Coleta de sangue do doador – bolsa autóloga
 Coleta de sangue do receptor – pesquisa de anticorpos irregulares
Termos Necessários na Avaliação Do Doador e Receptor Não Relacionados para Transplante Intervivos
 Termos de consentimento doador
 Termo de consentimento do receptor
 Autorização judicial para autorização da cirurgia
 Coleta de sangue do doador – bolsa autóloga
 Coleta de sangue do receptor – pesquisa de anticorpos irregulares


Fonte:www.doencasdofigado.com.br

 

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